domingo, 26 de fevereiro de 2012

Caminho Colonial do Itupava 05/02/2012

Se você me perguntasse uns anos atrás, minha resposta seguramente seria de que não curto muito esta trilha. Sim, provavelmente herança daquele 19/03/2000, mas hoje em dia eu mudei minha opinião, e posso dizer que curto esta trilha, principalmente aquela visão do Marumbi visto do Santuário do Cadeado, isto sem contar que o Itupava é uma ótima opção pra levar os amigos “novatos”, e pra fazer uma ótima confraternização.

Bom, então vamos direto ao que interessa... depois de fazer a primeira trilha do ano, que foi a mini-travessia Torre Amarela x Canal, achei por bem convidar uns amigos que nem sempre podem estar nas atividades de montanha, alguns deles era a primeira trilha, então o Caminho do Itupava serviria como uma luva. Divulguei a trilha por e-mail, de cara todas as vagas estavam preenchidas, já que teríamos o apoio de van, que nos levaria até o começo da trilha, e nos buscaria no final, mas no penúltimo dia, surgiram cinco desistências que não foram preenchidas a tempo, mas dez integrantes era um número suficientemente bom, e lá fomos nós, eu, Fabíola, Vanessa, Carla, Roger, Syl, Alex, Letícia, Mônica e Carlão.

Marquei a saída no centro de Curitiba, pras 07h30min da manhã, aonde cheguei com 5 minutos de atraso, mais alguns se atrasaram, mas não haveria problema, era bem cedo, e teríamos muito tempo para cumprir a trilha.

Saímos perto das oito da manhã, com destino a Borda do Campo em Quatro Barras, fomos trocando idéia na van, colocando o papo em dia, até que chegamos ao início da trilha.

Algumas fotos, registro no IAP, tratamos de começar logo a trilha, pois havia um grupo ainda maior para começar a trilha, e queríamos estar a sua frente.

O começo é só aquecimento, uma trilha bem leve até a primeira clareira, e depois mais um trecho até a cachoeira, onde paramos para algumas fotos, e fomos ultrapassados pelo grupo citado. Na volta à trilha, demos um jeito de ultrapassá-los, e seguimos nosso trecho, logo viria uma subida das boas, para aquecer a musculatura, e demos um bom gás neste trecho, o suficiente para cansar alguns do nosso grupo. No topo da subida, paramos para descanso geral, conversamos com um grupo que já estava por ali, e seguimos nosso rumo... Gruta, Pão de Loth, até a Casa do Ipiranga, onde fizemos a primeira parada mais demorada, muitas fotos, bate papo, e logo rumamos para a Roda D’Água, onde almoçamos. Chegando à Roda D’Água, como não poderia deixar de ser, estava aquela muvuca, muita gente mesmo, e chegou ainda mais gente com o tempo. Almoçamos, algumas fotos, alguns tiveram coragem de dar um “tchibum”, e depois de um bom tempo por ali, descansando e curtindo a paisagem, retornamos à trilha, o próximo trecho seria até o Santuário do Cadeado.

Agora as subidas e descidas eram mais freqüentes, tudo em calçamento original, muitas escorregadas, os atoleiros estavam quase secos, sobe, desce, anda, para, aqui o cansaço foi mais forte, e o grupo começou a se distanciar, aí parávamos para reagrupar, e assim foi, até que ouvimos o barulho do trem, eu achei que estávamos chegando ao Santuário do Cadeado, mas ainda estava longe, levamos ainda cerca de 45 minutos até lá, onde reagrupamos novamente, um lanche, muitas fotos, e um bom tempo de descanço, e mais nenhum grupo ou pessoa passou por ali no tempo que estivemos por lá.

Aquela visão do Marumbi sempre me faz lembrar minha primeira montanha, justamente o Marumbi, no longínquo 2000, e de lá pra cá, o montanhismo se fez presente em minha vida, e compartilhar com amigos estes momentos é indescritível.

Hora de continuar nosso trecho, ainda tínhamos uma longa distância pela frente. Desce, Desce, caminha, caminha, aos poucos a inclinação da trilha vai diminuindo, começaram a aparecer as pontes e finalmente chegamos à Estrada que leva a Estação Engenheiro Lange, agora mais uns 40 minutos até o Posto do IAP, registrar nossa saída da trilha, mais cerca de quarenta e cinco minutos pela estrada, avistamos o mesmo trecho do rio onde tomamos banho no ano anterior, e a água estava igualmente convidativa, ótimo para dar um choque térmico na musculatura, favorecendo a recuperação das horas e horas de caminhada e muito suor. Ficamos por ali mais uns 40 minutos, mas era hora de continuar o trecho final até a Pousada Dona Siroba, onde tomaríamos umas geladas, comeríamos algo, e tomaríamos um banho, antes do Luis, o motorista da van passar nos buscar.

Durante a volta na van, a conversa já não era tão freqüente, o cansaço se abateu sobre alguns, alguns cochilaram, outros conversavam, em pouco tempo estávamos de volta a Curitiba, e cada um para suas casas.

Até aqui duas excelentes caminhadas, com certeza muitas outras acontecerão em 2012, bora lá?

Abrax...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mini-Travessia Torre Amarela x Canal – 22/02/2012

Salve galera!

Estou aqui atualizando o blog, comentando a primeira trilha de 2012, que aconteceu no dia 22 de janeiro, e foi uma mini-travessia Torre Amarela x Canal, exatos dois meses após a última trilha de 2011. Esta trilha, também não é uma trilha que eu faça com freqüência, a última vez, se não me engano foi em maio de 2009, então aqui vai.

Verão não é uma época que me agrade muito para fazer trilhas, mas a convite do Josimar (do blog Mais Montanha) e do Reginaldo (do blog Montanha Ativa), mais o Patrick (do blog Caminho e Aventura), aceitei o convite de fazer a travessia que até então eu conhecia como Vigia x Canal, mas descobri que na realidade a primeira montanha é a Torre Amarela, passando pelo Vigia, e terminando no Canal. Destes caras, o único que conhecia pessoalmente é o Josimar, justamente na ida pro PP em setembro de 2011. Fomos acertando os detalhes por e-mail, os caras queriam madrugar, mas como não se trata de uma trilha difícil, convenci-os de sair mais tarde, e por volta das 08h00min do domingo, lá íamos nós sentido BR277 (praias), antes do pedágio fizemos o retorno e finalmente entramos na estradinha que nos levaria ao Morro do Canal. Eu estava apreensivo, pois sabia que um trecho da estrada não existia mais, devido às chuvas de verão de 2011, mas felizmente fizeram um desvio, e em pouco tempo estávamos na base da montanha. Finalizamos os preparativos e lá vamos nós pela trilha secundária, a principal vai direto pro Canal. Esta trilha não é muito bem marcada, existem outras trilhas por perto, não sei pra onde levam, mas não erramos em nenhum momento. Caminhávamos, conversávamos, ríamos de nossos “causos”, até que finalmente chegamos à gruta, a primeira parada e muitas fotos. A partir dali a subida começava a ficar mais acentuada, mas em pouco tempo chegamos ao Torre Amarela. As Butucas não nos deixavam em paz, perguntei aos demais se continuávamos a trilha ou se faríamos um ataque à Torre Amarela, todos concordaram no ataque, e lá fomos nós, contornando aquela imensa rocha, até chegar ao topo, onde tiramos muitas fotos, e pude mostrar aos parceiros de trilha o tal do “carvalho”, no topo do vigia, todos riram muito. Demos um tempo por ali e retornamos à trilha, as Butucas não nos deixavam em paz, melhor se manter em movimento. Dali continuaríamos subindo até o Vigia, ziguezagueando pelos enroscos, arbustos e bambus da serra do mar, em certo momento comentei que provavelmente seríamos os únicos por ali naquele fim de semana, não deu outra, uns dez minutos depois, cruzamos com um grupo que fazia a trilha no sentido contrário, um grupo de dois caras e três garotas, nos cumprimentamos rapidamente, e cada um pro seu destino.

Em pouco tempo estávamos no Vigia, onde finalmente almoçamos e tínhamos uma vista privilegiada da nossa mini-travessia. Dali dava pra ver uma “galera” no topo do Canal, e mais um monte de gente subindo, dava inclusive para ouvi-los, mesmo a tanta distância, mas novamente as butucas nos expulsaram do nosso almoço, melhor voltar a caminhar, e mantendo-se em movimento elas não nos incomodariam.

Agora começamos a descer, desceríamos até a base do Canal, onde uma corda nos esperaria, e chegamos lá bem rapidamente, eu nem me lembrava direito, mas pra mim não era tão inclinado assim, eu lembrava que era alto, mas não que fosse tão inclinado, mas não tínhamos outra alternativa, tínhamos que subir pela corda, um rapel ao contrário, e sem equipos de proteção, o primeiro a subir foi o Patrick, depois eu, depois Josimar e finalmente o Reginaldo. Esta subida não é fácil, cheguei ofegante, mais pelo esforço de subir pela corda do que pela adrenalina da subida, os braços “bombavam” ácido lático, mas dez minutos depois, estávamos no topo do Morro do Canal.

Dali pudemos avistar uma chuva de verão se aproximando, curtimos um pouco por ali, e começamos a descer. Enquanto descíamos, algumas pessoas ainda subiam, mas era bem cedo ainda, até que lá pelas tantas, encontramos dois caras perguntando se conhecíamos a trilha pro Vigia, falamos q sim, que estávamos vindo de lá, eles queriam fazer a travessia, achei meio tarde para este fim, mas cada um sabe de si, só um deles estava com mochila, eles continuaram subindo, não sei se fizeram ou não a travessia, só sei não apareceram na base enquanto estávamos lá, então devem ter realmente feito a travessia, tempo para isto até teriam, afinal não é necessário mais do que 5 a 6 horas, chegariam novamente à base bem ao final da luz do dia.

Em poucos minutos estávamos na chácara base, detonando umas Skol Litrão e uns pastéis muito bons, feitos na hora.

Depois só pegar o carro, e rumar para nossas casas, não sem antes pegar um temporal “daqueles”, até a BR 277, depois a chuva amenizou um pouco e foi só chegar em casa, e ficar no aguardo da próxima trilha de 2012, que foi o Caminho do Itupava, que farei o relato a seguir.

Até a próxima montanha.

Abrax...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Itapiroca - 22 e 23/10/2011

Durante a semana, saí pra tomar uma cerveja com a Fabíola, conversávamos sobre uma provável ida pra um casório em Maringá, mas na dúvida entre ir ou não, formulamos um plano B de fazer um acampamento light na serra do mar, provavelmente no Itapiroca (minha montanha preferida, que eu ainda não havia visitado este ano), liguei pro Jopz, que por coincidência disse que havia me encaminhado um e-mail justamente convidando pra irmos pra Serra, pois ele queria levar o pai dele, Sr Eurico para um acampamento no Itapiroca, pura coincidência, e já deixamos marcada a empreitada.

No sábado, como estou de emprego novo, tive que trabalhar até as duas da tarde, saí do trabalho, passei na casa da Fabíola, ela ainda estava colocando as coisas na mochila, decidi deixa-la arrumando suas tralhas e desci pra almoçar. Quando voltei, ela já estava com tudo pronto, colocamos as coisas no carro e bora pra serra, mas não sem antes tentar comprar uma garrafa de algo etílico, procurávamos uma batidinha, na falta desta, compramos uma garrafa de Xiboquinha e bora pra serra...

No caminho, conversando, descobrimos que a Fabíola havia esquecido do talher, copo e prato, mas tudo se ajeita.

Chegamos no Dílson, fizemos nosso registro e logo começamos a caminhar, pois o Jopz e seu pai já estavam no Itapiroca há tempos, pois começaram a caminhar pela manhã, mas como já era tarde, eram 16h45min, eu sabia que faríamos o trecho final no escuro. Logo de cara a Fabíola imprimiu um ritmo muito bom, tive que forçar bastante para acompanhá-la, mas com a mochila carregada eu sabia que estava forçando mais do que o necessário e que cansaria rápido, mas continuei a segui-la. Logo chegamos à Pedra da Desistência, onde demos uma parada rápida pra fotos e recuperar o fôlego, logo voltamos a caminhar, passamos a Pedra do Grito, Acampamento CPM, Lago Seco e chegamos ao cume do Getulinho, onde paramos pra comer algo, apreciar o visual e novas fotos.

Como não tínhamos muito tempo, voltamos a caminhar, agora entraríamos na Floresta, no famoso trecho das raízes, passamos pela bifurcação do Caratuva, passamos pela Bica de Pedra, e só pegamos água uns 20 minutos adiante, num trecho que raramente tinha água. Devidamente abastecidos, continuamos nosso trecho, até que chegamos à bifurcação do Itapiroca, dali eu sabia que em pouco mais de 20 minutos estaríamos nas áreas de acampamento, mas já estava bem escuro, continuamos subindo, pouco adiante paramos pra pegar as lanternas, e fazer o trecho final, até sairmos da floresta, onde pudemos avistar o Pico do Paraná e Caratuva, chegamos ali em três horas e dez minutos, um excelente tempo, provavelmente meu melhor tempo de cargueira, parabéns à Fabíola, que começou a fazer montanhismo no início deste ano, nos acompanhando no Itupava, depois no perrengue pras bandas do Quiriri, agora no Itapiroca, e se habilitando até para as empreitadas mais punk.

Chegando às áreas de acampamento, fomos procurar a barraca do Jopz, onde nos cumprimentamos, um breve bate papo, e logo montei minha barraca, pra podermos tomar um banho e trocar de roupa. Neste meio tempo já começou a rolar uns goles de conhaque e cachaça trazidos pelo Jops e Eurico, e também da nossa Xiboquinha. Primeiro a Fabíola tomou seu banho e trocou de roupa, depois fui eu que sou mais demorado, e que costumo andar sempre de bermuda, então sempre minhas pernas estavam bem sujas, quando saí da barraca o pessoal já começava a preparar o rango.

Quando me juntei ao pessoal o Jopz já estava com o preparo avançado do rango, ele estava preparando um Capeletti ao molho inferno, e eu iria preparar em seguida um Macarrão ao molho de Champignon com Ervas Finas, só rango patrão. Depois desta comilança toda, ficamos por ali, deitados numa rocha até quase meia noite, trocando idéia, curtindo o céu, e as muitas estrelas cadentes que riscavam o céu. Aos poucos o pessoal foi se retirando, primeiro o Sêo Eurico, depois o Jopz, e por último a Fabíola e eu.

No outro dia, o Sêo Eurico pulou cedo pra fora da barraca, depois o Jopz, e por último eu e a Fabíola, fizemos o café da manhã na mesma rocha, comi o resto do macarrão que sobrou da janta, e ficamos por ali curtindo e conversando. Logo o Jopz e Eurico começaram a desmontar acampamento, e começaram a descer perto das onze da manhã. Como eu e a Fabíola chegamos muito tarde no sábado, nem havíamos curtido ainda, decidimos ficar por ali mais um tempo, eles desceram, nós ficamos, ora deitados na rocha, hora na barraca, ora nos isolantes térmicos fora da barraca, até que lá pelas duas da tarde, começamos a desmontar acampamento, e com tudo pronto fomos até o cume, e mirante, onde tiramos mais algumas fotos. Neste meio tempo, chegou um grupo grande de escoteiros, que monopolizaram o livro cume por muitos minutos, e como não havíamos assinado o livro ainda, tivemos que esperar. Após assinarmos o livro cume, voltamos até a área de acampamento, pegamos nossas mochilas, e iniciamos a descida.

Pra baixo é bem mais fácil, nem chega a cansar direito, rapidamente chegamos à bifurcação do PP / Itapiroca, depois Bica de Pedra, bifurcação do Caratuva, até que saímos da floresta, deu pra sentir instantaneamente a mudança de temperatura e umidade, a partir deste momento seria bem mais quente e seco, mas a descida foi rápida, assim que chegamos na Pedra do Grito, aproveitamos pra subir e curtir mais um pouco o visual antes de finalizar a descida, já pensando em tomar umas beras bem geladas lá no Dílson, mais umas fotos, descemos da rocha e continuamos a descida, em poucos minutos estávamos no carro.

Trocamos de roupa, pedimos uma pizza, umas beras, e hora de pegar estrada. Cheguamos em Curitiba, deixei a Fabíola em casa, fui pra minha casa, lavei o carro, tomei um banho e corri pra rodoviária buscar minha mãe que vinha passar uma semana aqui em Curitiba. Só consegui dormir por volta da meia noite, cansado, dormi feito pedra, pra trabalhar no dia seguinte.

Até aqui são nove caminhadas, faltam três pra fechar 12, será que consigo a tão sonhada meta?

Até a próxima aventura.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Pico do Paraná 02-03-04 de setembro de 2011

Aqui estou eu para relatar mais uma aventura deste excelente 2011.

Durante a semana, recebi um convite do Jopz pra irmos pra montanha, passar duas noites, com destino a definir, pois estava pra acontecer a última grande frente fria do ano, e poderia até gear. Respondi prontamente que estava dentro da empreitada, e fiz algumas sugestões, sendo que a preferida foi justamente o Pico do Paraná, coincidentemente eu estava querendo ir pra lá durante a semana, fazer um acampamento solo no cume, lugar onde eu nunca havia acampado.

Combinamos a saída pra sexta-feira na hora do almoço, e pontualmente às 12h45min o Jopz chega me buscar, eu estava finalizando algumas arrumações, coloquei minha mochila no carro e bora pra serra...

Chegamos à Fazenda Pico do Paraná perto das duas da tarde, meia hora de bate papo com o Dílson, enquanto arruma um detalhe ou outro, um alongamento e finalmente iniciamos a trilha.

Sol, tempo seco, aquela subida do Getulinho não é fácil, ainda mais de mochila cargueira. Chegando ao cume do Getulinho verificamos que o Ferraria, Taipa, Caratuva e Crista do A1 deveriam estar “represando” as nuvens que estavam baixas, rumamos pra “bifurca” do Caratuva e fomos direto pra bica de pedra, abastecer de água e fazer um lanche rápido pra repor as energias. Estávamos num ritmo bem light, logo passamos a bifurcação do Itapiroca, e começamos a descer até o A1, onde aproveitei pra colocar uma calça, corta ventos e lanterna de cabeça, pois já estava pra escurecer.

Quando chegamos ao paredão do PP, já estava escuro, começamos a subida, logo passamos o trecho dos grampos e em pouco tempo estávamos no A2, onde aproveitaríamos pra nos abastecer de água pras duas noites no cume. Como o Jopz estava carregando a barraca, levou 3 litros pra cima, eu estava mais leve, levei 8,5 litros pra cima, ficou até difícil de se equilibrar, mas bora pra cima... nesta hora percebi que o céu havia limpado, dava pra ver as estrelas (e o céu estava muito estrelado) e a lua crescente... e continuamos nossa caminhada, em pouco tempo estaríamos no cume, cumprindo nosso objetivo, subimos, subimos, cume falso, A3 e finalmente cume.

Pegamos uma área bem protegida do vento para montar a barraca, pois o vento estava forte. Chegamos ao cume com sete horas e meia de caminhada, num ritmo bem light, afinal não tínhamos pressa nenhuma. Nesta hora, tirei meu celular da mochila, ele até então estava desligado, liguei o “bicho” e chegou um torpedo do Dílson (dono da Fazenda Pico do Paraná), dizendo que havíamos esquecido a luz do carro ligada... fodeu!!! Não havia nada que pudéssemos fazer, era tarde demais, agora sabíamos que precisaríamos ou empurrar o carro até pegar, ou tentar uma ligação usando a extensão de cabo de bateria quando chegássemos ao carro, ou mesmo pegar uma bateria emprestada de outro carro quando chegássemos.

Começamos a armar acampamento às dez horas da noite. Acampamento montado, hora de tomar um banho, colocar uma roupa seca, limpa e quente e preparar o rango. Como eu não estava com fome, nem quis cozinhar, detonei meus dois sanduíches que haviam sobrado da trilha e boa.

Apesar do vento, não estava frio, deu pra ficar pra fora da barraca até meia noite e meia, aí... hora de entrar na barraca, ligar o MP4, trocar uma idéia e dormir.

No outro dia, acordamos por volta das sete e meia da manhã, o sol já havia nascido, havia mar de nuvens, e estava começando a esquentar, indícios de um belíssimo dia nas montanhas.

Lá pelas tantas, chegou dois bombeiros de ataque, ficaram por ali, trocamos altas idéias, ficaram por ali pouco mais de uma hora e desceram. Depois veio um pessoal de ataque, que estava acampado no A2, e também logo desceram, e mais tarde chegou o Richard e Ricardo, que vieram de Londrina, eles começaram a trilha de madrugada, subiram primeiro o Caratuva, depois o Itapiroca e finalmente o PP, logo em seguida chegaram também o Josimar e o Luis, ficamos todos por ali batendo papo, apreciando a paisagem, mas o Josimar e Luis queriam ir acampar no Ibitirati, e logo seguiram caminhando...

Aos poucos o Richard e o Ricardo também foram montado seu acampamento ali ao nosso lado, mas como eles haviam caminhado por treze horas, estavam cansados, fizeram seu rango e logo dormiram. Nesta hora eu e o Jopz também começamos a fazer nosso, rango (almojanta), pois não fizemos almoço, o Jopz foi de Capeleti e eu de Macarrão Quatro Queijos da linha “Hoje eu Quero da Maggi”, só rango patrão.

Novamente deu pra ficar fora da barraca até tarde, pois apesar do vento, estávamos protegidos pelas Caratuvas, mas lá pelas dez e meia da noite, hora de ir pro berço, conversar um pouco, ouvir um som e dormir.

Nesta madrugada eu acordei por volta das duas e meia da madruga, com sede, e senti que havia secreção escorrendo da pele do meu nariz, não, não é ranho não viu (- : é que esqueci de levar boné e protetor solar, aí queimei bonito meu rosto e nariz, e a pele havia partido. Não estava ardendo, mas sabia q não era bom sinal, pois sol de alta montanha pega pesado, e seriam dois dias inteiros sob sol de alta montanha. A partir daquela hora não dormi mais, liguei o som e fiquei viajando em meus pensamentos, até que lá pelas cinco e meia da madruga os companheiros de área de acampamento Richard e Ricardo começaram a desmontar acampamento, logo o Jopz acordou também, saímos da barraca e ficamos conversando os quatro até o sol nascer, coisa que eu nunca havia visto dali do cume do Pico do Paraná, pois foi meu primeiro acampamento no cume, os outros foram no A1 e A2. Logo em seguida, os dois começaram sua descida, nós começamos a fazer nosso café da manhã, e em seguida desmontar acampamento.

Quando íamos começar a descida, o Josimar e o Luis chegaram do Ibitirati, e começamos a descida juntos, mas logo eles ficaram pra trás, e só voltamos a nos ver no A2, pois paramos pra pegar mais um pouco de água, e voltamos a caminhar juntos, mas novamente eles ficaram pra trás. Logo chegamos aos grampos, final do paredão, subida do A1, Bica de Pedra, Bifurca do Caratuva, Getulinho e por aí vai, até que chegamos à base, onde paramos pra tomar umas “beras” pra hidratar, comer uma pizza q a esposa do Dílson fez pra gente, que estava deliciosa por sinal e começar a operação pra fazer o carro pegar. Primeiro foi feita uma tentativa de ligar por cabo de extensão, não funcionou, depois foi no tranco, e também não funcionou, e a terceira tentativa foi tirar a bateria da Kombi do Guilherme (Conrados Adventure) e usa-la como bateria adicional, e finalmente funcionou. Valeu pela camaradagem do pessoal (principalmente do Guilherme e do André), como eu sempre digo, a camaradagem do povo das montanhas é muito show.

Aí foi só se despedir da galera e rumar pra Curitiba, com aquele sentimento de dever cumprido, e finalmente ter acampado no cume do Pico do Paraná.

Chegando em casa pude analisar melhor o estrago no nariz, queimadura séria, tinha alguns pontos que a pele já havia se partido, tentei fazer um trabalho de recuperação, com bastante hidratante, mas não resolveu, formou um cascão, parecia um machucado, uma queimadura de óleo, mas esta casquinha caiu rápido, aí veio pela nova, que descascou novamente, agora (mais de duas semanas depois), a pele já está 95%, só não abusar do sol nos próximos dias. Vacilo bravo!

E aí... qual q próxima montanha? Na lista estão: um acampamento light no Itapiroca, Marumbi, Guaricana, Trilha do Itupava, e de repente Trilha da Conceição e Salto dos Macacos pra fechar a temporada, bora?

Abrax...

sábado, 6 de agosto de 2011

Operação Cinco Cumes AMC - Ciririca 09-07-11

Carai... já vai fazer um mês que fui pro Ciririca (a trilha e acampamento mais recente), e até agora não havia feito o relato, então aqui vai...

Depois do mega perrengue que foi nossa primeira incursão pela Serra do Quiriri (desconsiderando é claro as três vezes que fomos ao Morro do Araçatuba, que é onde aquela Serra começa), descobrimos que o Morro do Piolho (vulgo Getulinho) não é um morro de acesso tão pesado assim. E também se comparando a subida do primeiro dia na Serra do Quiriri, onde levamos 9 horas pra chegar à pedra da Tartaruga, o Ciririca também se torna uma trilha fácil, não que realmente seja, pois realmente não é já li relatos de gente que levou mais de 12 horas pra chegar ao Ciririca, mas depois daquela subida até a Pedra da Tartaruga na Serra do Quiriri, estávamos dispostos a tudo.

Desta vez o Mildo e a Fabíola não poderiam nos acompanhar, mas como não poderia deixar de ser, o Trio de Ferro (Eu, Jopz e Rubi) estaríamos presentes, adicionados da companhia do Renan e do Alex da lista da AMC.

Definimos o dia, era dia de operação cinco Cumes da AMC (Associação dos Montanhistas de Cristo), que foi justamente numa destas operações, no longínquo 2003, que começou a parceria montanhística minha com o Jopz, valeu aí parceiro!!! Marcamos como ponto de encontro a Divesa no Trevo do Atuba, onde já me esperavam os quatro, o Alex pulou pra minha viatura, pegamos mais duas cargueiras pra aliviar o peso e espaço no carro do Jopz, e lá fomos nós em direção à Serra do Ibitiraquire. Chegamos à Chácara do Bolinha antes do Jopz, achei estranho, pois ele vinha à minha frente na BR, alguns minutos depois ele chegou, havia passado a entrada na BR, devido a uma ultrapassagem num caminhão. Assim que eles chegaram, começamos a nos aprontar, umas fotos, um alongamento e lá vamos nós. Mais ou menos neste mesmo tempo, chegou um outro grupo que também estava indo pro Ciririca, e fariam um ataque ao Agudo do Cotia.

Seguimos nosso rumo, passamos os cruzamentos de rio, subirmos, subimos, até que chegamos à bifurcação pro Ciririca, onde paramos para um breve descanso, neste momento, apareceu um pequeno pássaro preto, muito manso, que ficava por ali nos rodeando, parecia um filhotão, vai saber, o fato foi que ele nos acompanhou pela trilha nada menos do que duas horas e meia, e mais estranhamente ainda, ao invés de nos acompanhar voando, ele nos acompanhava pelo chão, provavelmente se aproveitando dos pequenos insetos e larvas que nossos passos desenterravam durante a caminhada. Ele nos acompanhou pelo Poço das Fadas, Cordas, e foi até o Rio do Descanso, onde ficou por ali uns minutos, depois sumiu na vegetação. Ultimamente animais na trilha têm sido uma constante, do ano passado para cá, foram simplesmente quatro caminhadas com presença canina, e esta com presença de um pássaro, tomara que seja um bom sinal (- :

Bom, a partir do Rio do Descanso, não tínhamos mais a companhia do pássaro, e seguimos nosso rumo. Próxima parada, Cachoeira do Professor, com direito a muitas fotos. A partir daqui, começava a subida, e o ritmo diminuiu um pouco. Próxima parada, última chance, onde nos abastecemos de água para o fim de semana, foi aí que chegou o Paulo, andando sozinho, rápido como sempre. O Paulo é aquele mesmo maluco que apareceu sozinho, à noite no Itapiroca, ano passado, quando eu estava acampando sozinho por lá. O Paulo chegou, nos cumprimentou, e continuou sua jornada, ele só pegaria água 20 minutos acima, mas eu não confio muito naquela água. Logo, nos abastecemos e também continuamos nossa subida, agora eu estava com 5 litros a mais de água, e o peso extra, fez tudo ficar mais difícil, agora começava a subida real do Ciririca, e eu já demonstrava algum cansaço. Sobe, floresta, sobe, trecho de rocha exposta, sobe, campo de altitude, agora dava pra ver o Paulo chegando ao cume, cerca de 40 minutos à nossa frente, e a partir daqui imprimi um ritmo mais lento, parando bastante pra recuperar o fôlego e curtir aquele belíssimo visual... e sobe... sobe... cume verdadeiro, desce um pouco, e finalmente as famosas placas, com 08h30min horas de caminhada (três horas a mais do que no ano anterior, que fizemos de ataque). Era minha quarta vez por ali, e sempre é uma sensação gratificante. Chegamos á área de acampamento, montei minha barraca junto a do Paulo, que já estava com tudo pronto, deixei a outra área pras barracas grandes do Jopz e Alex, agora era só curtir.

Acampamento montado, hora de tomar um banho de montanhista, trocar de roupa por uma limpa e seca, e tirar muitas fotos, neste momento chegou o pessoal que vinha atrás de nós. Pouco mais tarde, chegou o Rafael (Papael) e o Robertinho, eles estavam vindo pela trilha por cima, via Tucum, Cerro Verde, Luar, etc...

Na hora do rango, eu estranhamente não tinha fome alguma, devido às oito horas e meia de caminhada eu deveria ter alguma fome, mas não tinha, e mesmo assistindo a todos jantando não me dava fome, fiquei com o pessoal até a hora de eles começarem a se retirar pras suas barracas, não sem antes me deliciar com um copo do delicioso quentão que o Jopz serviu pra galera. Lá pelas tantas, já dentro da barraca, cheguei a pensar em cozinhar algo pra mim, mas não o fiz, peguei uma barra de chocolate, comi uns pedaços, coloquei um som no MP4 e boa, dormi lá pelas 11 da noite.

Pela manhã, aí sim, resolvi cozinhar e fiz aquele macarrão que estava reservado pra noite anterior, eu ainda não tinha fome, mas sabia que devia me alimentar bem, pois ainda tinha toda a descida pela frente, e olha que descida é só modo de dizer viu, tinha muita subida pela frente. O dia estava bonito, aliás, o fim de semana foi muito bonito, noite seca, coisa e tal, mais algumas fotos, hora de desmontar acampamento. O Paulo já havia desmontado o acampamento dele, e desceu antes, ofereci uma carona, ele nos esperaria lá na fazenda, assim ele não precisaria fazer o trecho da Fazenda até a BR à pé. Logo começamos a descer também, pra descer é bem mais rápido e menos cansativo, logo chegamos à última chance, depois cachoeira do professor, subida, corda, Poço das Fadas e bifurcação, aí era só pegar o trecho tradicional e seguir até o carro, aonde chegamos com 06h30min horas de descida (uma hora e meia a mais do que no ano anterior que fizemos de ataque), chegamos ao pôr do sol.

Chegando lá, detonamos uns refris, uns pastéis fritos na hora e rumamos pra Curitiba, onde descobri que o Paulo também é meu vizinho, mora uns 2 km aqui de casa.

Então foi isso, mês sete, caminhada sete, mas agora já estamos no mês oito, e ta faltando alguma atividade de montanha, e aí, qual será a próxima pernada?

Abrax...